O governo federal adiou para 2027 os leilões das concessões das rodovias federais em Santa Catarina. A mudança no cronograma foi comemorada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Oeste e Meio-Oeste Catarinense (Setcom), que defende que a prorrogação permitirá ampliar as discussões sobre a inclusão de obras consideradas essenciais para a região de Concórdia, especialmente na BR-153.
A alteração foi confirmada pelo Ministério dos Transportes após a realização das audiências públicas promovidas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), incluindo encontros realizados em Concórdia e Chapecó. Durante as consultas, o Setcom participou ativamente cobrando a inclusão de intervenções estruturantes voltadas ao Alto Uruguai Catarinense.
O presidente da entidade, Paulo Simioni, afirmou que a decisão representa uma conquista para a região. "O Setcom recebeu com satisfação a notícia da prorrogação do edital de concessão das rodovias de Santa Catarina. Foi uma decisão acertada da ANTT, já que as obras estruturantes da região de Concórdia, na BR-153, não estavam contempladas”, disse nas redes sociais da entidade.
“Nossa mobilização e a audiência pública em Concórdia estão surtindo efeito. Agora teremos tempo para continuar cobrando a inclusão das obras que a nossa região precisa", completou.
Inicialmente, o governo federal previa realizar os leilões ainda em 2026. Com a atualização do cronograma, a expectativa é que os certames ocorram em setembro de 2027, com assinatura dos contratos até o fim do mesmo ano. As novas concessões devem entrar em vigor a partir de 2028.
O projeto prevê dois lotes de concessão abrangendo trechos das BRs 153, 282, 470 e 480. No entanto, lideranças do Oeste catarinense defendem alterações no modelo antes da licitação para garantir a execução de obras consideradas prioritárias para a região de Concórdia, como a implantação de vias marginais, novos acessos e outras melhorias na BR-153.
Na avaliação do Setcom, o adiamento cria uma nova oportunidade para ampliar o diálogo com a ANTT e o Ministério dos Transportes, buscando assegurar que as reivindicações apresentadas durante as audiências públicas sejam incorporadas ao projeto final das concessões.
