A Aduana de Dionísio Cerqueira registrou, em setembro de 2026, o maior movimento mensal de caminhões de sua história. Ao todo, 2.923 caminhões passaram pelo Porto Seco, um aumento de 23,5% em relação a agosto, quando foram contabilizados 2.366 veículos de carga.
Os dados foram divulgados pela Receita Federal do Brasil no dia 13 de outubro e também apontam crescimento na movimentação financeira e na quantidade de documentos de importação e exportação desembaraçados.
Movimentação financeira chega a R$ 595 milhões
A corrente financeira — soma das importações e exportações — alcançou US$ 118,36 milhões em setembro, equivalente a aproximadamente R$ 595,3 milhões, considerando a cotação de R$ 5,03 por dólar.
O resultado representa um crescimento de 23,9% em comparação com agosto, quando a movimentação somou US$ 95,51 milhões, cerca de R$ 480,4 milhões.
Do total registrado em setembro, US$ 82,15 milhões corresponderam às importações brasileiras, enquanto US$ 36,21 milhões foram referentes às exportações.
Nos primeiros nove meses de 2026, a corrente financeira acumulada chegou a US$ 809,95 milhões, aproximadamente R$ 4,07 bilhões.
Mantido o ritmo registrado até setembro, a movimentação financeira poderá alcançar cerca de US$ 1,08 bilhão ao final do ano. Caso a projeção se confirme, será o maior resultado anual da história da Aduana, superando o registrado em 2024.
Mais de 22 mil caminhões em nove meses
Entre janeiro e setembro deste ano, 22.312 caminhões passaram pela Aduana de Dionísio Cerqueira. Desse total, 13.788 transportavam produtos importados pelo Brasil e 8.524 estavam relacionados às exportações brasileiras.
Considerando a média mensal, a projeção indica que aproximadamente 29.749 caminhões poderão passar pelo Porto Seco ao longo de 2026.
O número superaria o recorde anual anterior, registrado em 2025, quando foram contabilizados 25.936 caminhões.
Documentos desembaraçados também aumentam
A Receita Federal desembaraçou 2.379 documentos de importação e exportação em setembro, um crescimento de 21,6% em relação a agosto, que registrou 1.957 documentos.
Do total de setembro, 1.522 documentos eram referentes às importações e 857 às exportações.
No acumulado dos nove primeiros meses do ano, foram 17.868 documentos desembaraçados. Mantida a média atual, o total poderá chegar a aproximadamente 23.824 até dezembro, acima dos 20.822 registrados em 2025.
Principais produtos e países parceiros
Entre os principais produtos importados pela Aduana estão frutas, madeira e derivados, plásticos, produtos da indústria de moagem e produtos hortícolas. Nas exportações, aparecem papel e cartão, frutas, carnes, produtos hortícolas e madeira.
Argentina, Chile e Uruguai estão entre os principais países de origem das importações e de destino das exportações que passam pela unidade aduaneira.
Em relação aos veículos que transitam sem carga, modalidade conhecida como “em lastre”, o levantamento também menciona 627 registros em agosto. Esses números incluem veículos vazios e guinchos, contabilizados a partir dos documentos de trânsito liberados.
Fonte: Receita Federal do Brasil – Edição: Luiz Carlos Gnoatto / Comunicação Ascoagrin
