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Conta de luz da Celesc pode ter reajuste médio de 11,77% a partir de agosto

Percentual ainda será analisado pela Aneel e inclui revisão tarifária realizada a cada cinco anos; aumento para residências deve ficar em 9,32%

Conta de luz da Celesc pode ter reajuste médio de 11,77% a partir de agosto
Foto: Divulgação/Celesc

Os consumidores atendidos pela Celesc em Santa Catarina poderão enfrentar um reajuste médio de 11,77% na conta de energia elétrica a partir de 22 de agosto. A estimativa foi divulgada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mas o percentual ainda não é definitivo e segue em análise pela agência reguladora.

O reajuste faz parte da Revisão Tarifária Periódica (RTP), processo realizado a cada cinco anos para reavaliar os custos, investimentos e indicadores de eficiência das distribuidoras de energia.

De acordo com a projeção atual, os consumidores de alta tensão, como indústrias e grandes empresas, terão um aumento médio de 16,9%. Já os consumidores de baixa tensão, categoria que inclui residências e pequenos negócios, devem ter reajuste médio de 9,32%.

Apesar da alta prevista, o percentual é inferior ao reajuste aplicado em 2025, que foi de 13,53%.

Como é composta a tarifa de energia

Durante encontro com a imprensa realizado nesta segunda-feira, o presidente da Celesc, Edson Moritz, destacou que apenas uma pequena parcela do valor pago pelos consumidores permanece com a distribuidora.

Segundo ele, para cada R$ 100 pagos na conta de luz:

- 29% correspondem à compra de energia;

- 22% são destinados a tributos;

- 22% referem-se aos encargos setoriais;

- 10% correspondem à transmissão;

- 17% ficam com a Celesc para operação, manutenção e investimentos na rede elétrica.

Moritz ressaltou que muitas vezes a população acredita que todo o valor da conta permanece com a distribuidora, quando, na realidade, a maior parte dos recursos é destinada a outros componentes do setor elétrico.

Encargos setoriais pesam na tarifa

Entre os itens que mais impactam a conta de energia estão os chamados encargos setoriais, que representam atualmente 22% da tarifa.

Esses valores financiam programas e políticas públicas do setor elétrico, incluindo:

- Tarifa Social de Energia Elétrica;

- Incentivos à geração distribuída;

- Subsídios para determinadas fontes de energia;

- Programas setoriais definidos pelo governo federal.

Segundo a Celesc, os encargos atualmente representam uma parcela maior da conta do que os recursos destinados diretamente à operação da distribuidora.

Entenda a revisão tarifária

A diretora de Gestão de Energia e Regulação da Celesc, Pilar Sabino da Silva, explicou que a Revisão Tarifária Periódica avalia diversos fatores para definir os novos valores cobrados dos consumidores.

Entre eles estão:

- Investimentos realizados pela concessionária;

- Custos operacionais atualizados;

- Metas de produtividade estabelecidas pela Aneel;

- Perdas técnicas e não técnicas do sistema;

Aplicação do chamado Fator X, mecanismo que busca repassar aos consumidores os ganhos de eficiência obtidos pela distribuidora.

Conforme a metodologia da agência reguladora, a revisão pode resultar tanto em aumento quanto em redução das tarifas, dependendo do desempenho da concessionária e das condições do setor elétrico ao longo do período analisado.

O percentual definitivo do reajuste será divulgado pela Aneel nos dias que antecedem sua entrada em vigor, prevista para 22 de agosto.

NSC

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