O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, comemorou nesta segunda-feira (12) a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a retomada das visitas ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio afirmou que pretende encontrá-lo nesta terça-feira (13), em Brasília.
Segundo o senador, as regras estabelecidas impedem a visita nesta segunda-feira, feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida. Ele disse estar feliz com a autorização e agradeceu às pessoas que, segundo ele, têm orado por sua família e pelo país.
“Fiquei muito feliz que, no dia de Nossa Senhora Aparecida, é o dia que eu estou novamente autorizado a visitar o meu pai”, declarou Flávio, que também criticou a restrição anterior às visitas.
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em sua residência, no Jardim Botânico, em Brasília. Ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado.
Decisão também estabelece restrições eleitorais
A autorização para as visitas não permite a divulgação de manifestações de Jair Bolsonaro com finalidade político-eleitoral, conforme as restrições estabelecidas por Moraes.
Flávio afirmou que estava há mais de três meses sem poder visitar o pai e contestou a decisão anterior que havia suspendido os encontros.
Nossa Senhora Aparecida entra no debate eleitoral
Flávio comentou a decisão após participar de uma missa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, na Catedral de Brasília. Ele estava acompanhado da esposa, Fernanda, do candidato a vice, Alfredo Gaspar (PL), e de aliados políticos.
Na reta final da campanha para o primeiro turno das eleições de 2026, a figura de Nossa Senhora Aparecida também passou a ser tema de disputa política. Publicações nas redes sociais atribuíram a Flávio a intenção de retirar da santa o título de Padroeira do Brasil, informação negada pelo senador.
A polêmica provocou manifestações de adversários políticos e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), além de questionamentos na Justiça Eleitoral.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou publicações sobre o tema, desde que não associassem ao candidato do PL o projeto mencionado nas postagens.
Fonte: G1
