Santa Catarina está entre os estados mais impactados pelas novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. De acordo com levantamento da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil), Santa Catarina e São Paulo concentram 52% do valor das exportações atingidas pelo chamado "tarifaço".
Os cálculos da Apex apontam que 2.375 produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano passarão a ser sobretaxados em 25% ou 12,5%. O impacto financeiro é estimado em cerca de US$ 7,2 bilhões, o equivalente a 19,2% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos em 2025.
Segundo a agência, a aplicação da tarifa adicional de 12,5% ainda depende da conclusão de uma investigação conduzida pelas autoridades norte-americanas sobre denúncias relacionadas ao uso de trabalho forçado.
Fiesc e Governo discutem estratégias
Diante do cenário, a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) e o Governo do Estado realizaram, nesta terça-feira (21), uma reunião para discutir medidas de apoio às empresas exportadoras catarinenses. O encontro reuniu quatro secretários estaduais e equipes técnicas para avaliar os impactos das tarifas, que entram em vigor nesta quarta-feira (22).
O presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, destacou que muitas empresas ainda enfrentam dificuldades provocadas pela primeira rodada de aumento das tarifas norte-americanas.
"O impacto do segundo tarifaço dos Estados Unidos será similar ao observado no primeiro período de elevação das tarifas. Um estudo da Fiesc mostra que 54,5% da pauta exportadora do estado será afetada com as novas alíquotas. Essa segunda onda de elevação de taxas atinge as empresas já fragilizadas e a sensibilidade do governo estadual tem sido muito importante", afirmou.
O secretário de Estado da Fazenda, Cleverson Siewert, reforçou que o governo catarinense manterá diálogo permanente com o setor produtivo para buscar alternativas que minimizem os efeitos econômicos das novas medidas.
Segundo o Governo de Santa Catarina, as equipes técnicas da administração estadual e da Fiesc passarão a compartilhar informações para avaliar os desdobramentos do tarifaço e construir ações conjuntas voltadas à preservação da competitividade das empresas catarinenses e à redução dos impactos sobre a economia do estado.
SCC