A duplicação da BR-282 voltou a avançar, mas ainda gera dúvidas sobre quando, de fato, as obras vão começar.
De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), foi concluído o processo de licitação para a duplicação do trecho entre Palhoça e Lages, com cerca de 200 quilômetros de extensão. Apesar disso, ainda não há previsão para a assinatura dos contratos e início das obras.
E no Oeste, sai do papel?
Na região Oeste, que inclui cidades como Chapecó e São Miguel do Oeste, a situação está ainda mais distante da execução. Em 2025, o DNIT autorizou o início dos estudos técnicos e projetos de engenharia para duplicação do trecho entre Lages e São Miguel do Oeste.
Esse trabalho, que envolve cerca de 117 quilômetros, tem investimento aproximado de R$ 8 milhões e prazo de até dois anos para ser concluído. Ou seja, antes de qualquer obra, ainda é necessário finalizar toda a parte técnica.
Rodovia estratégica, mas com entraves
A BR-282 é considerada um dos principais corredores logísticos de Santa Catarina, ligando o litoral ao Oeste e sendo fundamental para o transporte de cargas e deslocamento da população.
Mesmo assim, a duplicação da rodovia enfrenta entraves históricos, como falta de recursos, burocracia e mudanças de prioridade.
O governador Jorginho Mello já chegou a defender a estadualização da rodovia como alternativa para acelerar as melhorias, argumentando que o Estado poderia assumir a obra caso não seja prioridade do governo federal.
Trechos críticos também estão no radar
Além da duplicação, outros pontos da BR-282 seguem em debate, como o trecho da Via Expressa, em Florianópolis, considerado um dos mais congestionados do estado.
A deputada Júlia Zanatta solicitou medidas urgentes para ampliar a capacidade da via, incluindo novas faixas, melhorias estruturais e reforço na sinalização.
Cenário atual
Apesar dos avanços nos processos e estudos, a duplicação da BR-282 ainda não tem prazo concreto para sair do papel — principalmente no Oeste catarinense.
Por enquanto, o projeto segue em etapas iniciais, e a expectativa depende da conclusão dos estudos, definição de recursos e decisão política para tirar a obra do papel.
ND+