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Inadimplência no comércio de SC recua em janeiro, mas segue acima da média histórica

Indicador caiu pelo terceiro mês seguido após atingir pico em outubro de 2025

Inadimplência no comércio de SC recua em janeiro, mas segue acima da média histórica
Foto: Reprodução

O comércio de Santa Catarina registrou em janeiro uma queda de 1,6 ponto percentual na taxa de inadimplência em relação ao mês anterior, ficando em 29,8%. Esse foi o terceiro recuo consecutivo após a sequência de altas ao longo de 2025, que levou o índice ao patamar de 33% em outubro. Os dados são de pesquisa mensal da Fecomércio-SC, em parceria com a Confederação Nacional do Comércio (CNC).

Apesar da redução, a taxa ainda está acima da média histórica catarinense, que é de 22%. O indicador mostra o percentual de famílias que não conseguem pagar as contas no prazo correto, embora a maioria consiga regularizar os débitos em até dois meses.

O presidente da Fecomércio-SC, Hélio Dagnoni, explica que a queda da inadimplência em janeiro é comum, já que muitas famílias utilizam o 13º salário e outras rendas de fim de ano para quitar dívidas. Mesmo assim, ele alerta que o índice segue elevado, ficando 7,7 pontos percentuais acima da média histórica.

“É bom ver que a inadimplência está em queda. No ano passado, tivemos uma sequência de sete altas consecutivas, e a taxa chegou a um patamar recorde em outubro. Os juros ainda estão muito altos, mas devem começar a cair em breve, o que ajudará o cenário econômico como um todo”, avalia o presidente da entidade.

A economista da Fecomércio-SC, Edilene Cavalcanti, destaca que a queda da inflação também tende a resultar em mais recursos para os consumidores quitarem débitos em atraso. No entanto, ela chama atenção para o aumento no número de famílias que afirmam não ter condições de pagar as contas atrasadas. O percentual subiu para 11,5% em janeiro no estado.

“É algo que precisa ser acompanhado, pois também está consideravelmente acima do registrado no começo do ano passado”, alerta a economista.

Apesar de haver mais pessoas inadimplentes, a pesquisa mostra que o percentual de famílias endividadas permaneceu praticamente estável, em 72,9%, com leve recuo de 0,2 ponto percentual. Isso indica que o consumidor segue comprando a prazo, principalmente itens de maior valor.

No cenário atual, alguns fatores podem ajudar o consumidor catarinense a pagar suas dívidas nos próximos meses. Um deles é a situação de pleno emprego no estado. Em setembro do ano passado, a taxa de desemprego era de 2,3%, a mais baixa do país, e Santa Catarina continua gerando novas oportunidades de trabalho.

Outro fator apontado é a entrada em vigor da lei que isenta do imposto de renda pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês. Para muitos trabalhadores, a medida representa aumento no salário líquido, já que não há desconto do imposto na fonte.

WH Comunicações com NSC

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