Episódios de “apagão de memória”! -
Policial -
20/01/2026 09:22
Anderson foi localizado no dia 7 de janeiro por um carroceiro, em um matagal a cerca de quatro quilômetros do ponto onde as crianças desapareceram. Ele estava sem roupas e apresentava sinais de fraqueza. À época, afirmou que os primos estavam “mais à frente”, mas, até o momento, Ágatha Isabelly e Allan Michael continuam desaparecidos
Episódios de “apagão de memória” dificultam a compreensão do relato de Anderson Kauan, de 8 anos, primo de Ágatha Isabelly, de 6, e Allan Michael, de 4, desaparecidos desde 4 de janeiro no Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal (MA).
Segundo a Polícia Civil do Maranhão (PCMA), o menino não consegue reconstituir com precisão o trajeto feito na mata nem o intervalo de tempo em que permaneceu perdido com os primos.
Anderson foi encontrado três dias após o desaparecimento das crianças, andando sozinho pela mata. Em depoimento, contou que os três saíram de casa para procurar um pé de maracujá. As crianças chegaram a ser advertidas por um tio, que pediu que voltassem. Para não serem vistos, eles decidiram seguir por um caminho alternativo e acabaram se perdendo.
Ao Metrópoles, o delegado Ederson Martins, responsável pelo caso, afirmou que a estimativa é de que as crianças tenham permanecido juntas por pelo menos duas noites. Durante esse período, Ágatha Isabelly, Allan Michael e Anderson Kauan se abrigaram em um local conhecido pelos moradores como “casa caída”, uma cabana abandonada no meio da mata.
No terceiro dia de desaparecimento, Anderson decidiu seguir sozinho pela mata. Segundo o depoimento, os dois primos mais novos estavam cansados e queriam parar de caminhar. “[Ele] queria achar a saída. Estava perdido”, explicou o delegado.
Segundo Ederson Martins, o menino apresenta lapsos de memória que comprometem a reconstrução completa dos fatos. “Há partes em que ele não consegue situar onde estava no meio da mata e também não consegue repassar com precisão o lapso temporal”, afirmou.
O menino foi encontrado no dia 7 de janeiro por um carroceiro, em um matagal a cerca de 4 quilômetros do local onde as crianças desapareceram. Ele estava sem roupas e apresentava sinais de fraqueza. À época, afirmou que os primos estavam “mais à frente”, mas as crianças não foram encontradas.
Até o momento, a polícia não conseguiu estimar por quanto tempo Anderson caminhou sozinho pela mata antes de ser encontrado.
Metrópoles
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